A palavra surgiu em um texto da tradução francesa de obras de Vanini (Amphithéâtre de l'éternelle
providence. In M. X. Rousselot (Trad.), Oeuvres philosophiques de Vanini. Paris: Librairie de Charles Gosselin). Contudo, nem o Google parece saber o que a palavra significa. Duas IAs atribuíram-na a um erro de impressão. É possível. A solução do "mistério", porém, pode estar na BNF (Bibliothèque nationale de France). O termo Antakatares lá aparece no texto original de
Vanini, mas é também mencionado em Le Courrier de l'Aude: journal politique,
administratif, littéraire, commercial et agricole (edição de 16 de julho de
1886), editado em Toulouse com grafia ligeiramente alterada: Antakatres, com maiúscula, característico de substantivo que designa povos. Nesta última ocorrência, há referência a um grupo
associado aos Sakalaves, de Madagascar. A passagem menciona que "M. de
Freycinet declara que o governo tomou medidas para que nossos aliados, os
Sakalaves e os Antakatres, sejam tratados da melhor forma possível pelos
Hovas". No entanto, o acesso ao texto completo na Gallica está corrompido.
Esse dado sugere que Antakatares possa designar o povo malgaxe (Antakatres), embora seu uso
por Vanini permaneça enigmático. Sobre M. de Freycinet, não é improvável que se trate de Charles
de Freycinet (1828–1923), político francês que foi quatro vezes
primeiro-ministro da França e esteve envolvido na política colonial francesa,
incluindo questões relacionadas a Madagascar. Isso reforça a interpretação de
Antakatares como um grupo étnico real no século XIX.
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